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Roald Dahl

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Aos três anos de idade, Matilda aprendeu a ler sozinha a olhar para os jornais e revistas que andavam pela casa. Aos quatro anos, já conseguia ler bem e depressa, e começou naturalmente a sentir uma grande vontade de ter livros. O único livro existente nesta casa tão instruída era qualquer coisa chamada Cozinha Fácil que pertencia à mãe e, depois de o ler de uma ponta à outra e aprender todas as receitas de cor, Matilda chegou à conclusão de que desejava algo mais interessante.


– Papá, será que podía comprar-me um livro? – pediu ela.
– Um livro? – espantou-se ele. – E pra que queres tu o raio de um livro?
– Para ler, papá.
– Qual é o problema da televisão, que diabo? Temos uma bela televisão com um ecrã de doze polegadas e, agora, vens pedir-me um livro! Estás a ficar mimada, minha menina!

Matilda não teve muita sorte com os progenitores… Enquanto a mãe vai jogar bingo com as amigas e o pai, vendedor de automóveis em segunda mão, se entretém a enganar os clientes, a menina é deixada sozinha em casa. 

Rapidamente aprende o caminho da biblioteca. Aos quatro anos e três meses, a lista dos livros que já devorou é impressionante! Que lista!!! Mas ainda lhe sobra tempo para se desforrar daqueles adultos imbecis e todo-poderosos… Descubram como!

Matilda é um livro hilariante, cáustico, subversivo, como são todos os livros de Roald.   Talvez seja  essa a razão do êxito junto dos mais jovens. Mesmo os que não têm hábitos de leitura, não resistem a este mundo povoado de adultos sem escrúpulos, capazes das maiores crueldades! 

Charlie e o Grande Elevador de Vidro, escrito na sequência de Charlie e a Fábrica de Chocolate, é o mais recente livro do autor editado pela Civilização. As ilustrações são, claro, de Quentin Blake. Mais Roald Dahl aqui.

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